Com informações do ICL Notícias – A luta pelo fim da escala 6×1 ganhou novo capítulo no Senado. Enquanto a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue essa jornada exaustiva avança na Casa, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e sua legenda se articulam para descaracterizar o texto ou adiar a votação para depois das eleições.

Na noite da última terça-feira, dia 25, senadores do PL apresentaram cinco emendas à PEC. Duas são de autoria de Hermes Klann (SC), e outras três foram protocoladas por Izalci Lucas (DF). O teor é grave: as propostas mantêm o limite de 44 horas semanais, condicionam a jornada à negociação com os patrões e, o que é mais perigoso, permitem a contratação por horas trabalhadas — uma forma escancarada de precarizar o trabalho e reduzir a remuneração do trabalhador.

A movimentação não é por acaso. Na segunda-feira, dia 24, após reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Flávio Bolsonaro voltou a se declarar contra o fim da escala 6×1 e defendeu abertamente a “remuneração por horas de trabalho” – exatamente a ideia que embasa as emendas apresentadas.

A reação não demorou. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) se manifestou: “Não aceitaremos essas propostas e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para derrotá-las novamente”.

O relator da PEC, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que pretende manter o texto aprovado pela Câmara para acelerar a tramitação. Em entrevista, o senador rebateu o argumento de que a redução da jornada prejudicaria a economia, lembrando que o Brasil já passou por mudanças semelhantes — como a redução da jornada para 44 horas e a criação do 13º salário — sem que as previsões de colapso econômico se concretizassem.

E os frentistas

Para a categoria dos frentistas, essa luta é urgente. Por isso o Sintrapostos-Mgá defende o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte de salário ou perda de direitos.

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